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Varejo
setembro 14, 2026
O Dia do Cliente acontece em 15 de setembro.
Para o varejo, a data costuma significar promoções, condições especiais, campanhas de relacionamento e novas oportunidades para atrair a atenção de quem já compra da marca.
Em 2026, porém, setembro pode cumprir outro papel.
Mostrar o que ainda precisa funcionar melhor antes da Black Friday.
O Sebrae tem tratado o Dia do Cliente justamente como um aquecimento para novembro: um momento para testar estratégias de vendas, preparar equipes, observar consumidores e identificar oportunidades de melhoria.
Isso muda a pergunta.Em vez de pensar apenas:
“Qual promoção vamos fazer?”
talvez o varejo também precise perguntar:
“Nossa operação está preparada para transformar essa promoção em uma boa execução?”
Porque entre uma oferta ser planejada e o consumidor decidir comprar existem várias etapas.
E é nesse intervalo que uma campanha pode ganhar ou perder força.
A data já ganhou relevância comercial.
Na Semana do Cliente de 2025, empresas da Nuvemshop registraram R$ 136 milhões em vendas e mais de 510 mil pedidos em uma semana, segundo dados divulgados pelo Sebrae. O levantamento se refere ao comércio eletrônico, mas ajuda a dimensionar a movimentação gerada pelo período.
Só que olhar apenas para faturamento conta uma parte da história.
Datas promocionais também pressionam processos.
Mais ofertas precisam ser comunicadas.
Equipes precisam responder mais rápido.
Estoques mudam.
Produtos ganham ou perdem prioridade.
Campanhas precisam acontecer em várias unidades ao mesmo tempo.
Durante o Dia e a Semana do Cliente, algumas perguntas podem ajudar a revelar a maturidade da operação:
O próprio Sebrae recomenda aproveitar a data para testar ofertas, observar o comportamento dos consumidores, avaliar a atuação das equipes e corrigir falhas antes de novembro.
A campanha termina em setembro. O aprendizado não precisa terminar com ela.
Uma campanha pode ter preço competitivo, produto disponível, comunicação aprovada. calendário definido...
E ainda assim perder parte do potencial quando chega à operação.
Durante a manhã, uma rede percebe que determinada categoria tem estoque disponível e espaço para uma ação comercial.
Uma nova condição é aprovada às 11h. A oportunidade existe.
A pergunta agora é:
Quanto tempo leva até o shopper que já está dentro da loja ficar sabendo dela?
Se ainda for necessário solicitar a produção da mensagem, aguardar gravação, passar por diferentes etapas de aprovação, distribuir o conteúdo e garantir que todas as lojas façam a veiculação, o relógio continua correndo.
A oferta continua válida. Mas a janela de oportunidade ficou menor.
Esse é um problema parecido com o que discutimos anteriormente em Do insight ao sell-out: existe uma diferença entre tomar uma boa decisão comercial e conseguir transformá-la rapidamente em execução dentro da loja.
No varejo, uma informação que chega tarde pode deixar de ser uma oportunidade.
Nem tudo que acontece dentro de uma campanha pode ser previsto semanas antes.
A operação muda, o estoque muda, o comportamento de compra muda....
Uma categoria que parecia prioritária pela manhã pode deixar de ser à tarde.
Outra pode ganhar importância.
Uma determinada oferta pode apresentar uma resposta acima do esperado.
Ou abaixo.
Isso não significa abandonar o calendário promocional.
Significa construir uma operação capaz de reagir quando a realidade da loja pede uma mudança.
Quanto menor a distância entre:
Identificar a oportunidade → decidir → comunicar → executar
Maior a capacidade da empresa de acompanhar o ritmo do varejo.
Essa lógica fica ainda mais importante quando a mensagem precisa chegar ao consumidor que já está na loja.
Ele está circulando pelos corredores.
Comparando produtos.
Avaliando preço.
Escolhendo o que colocar no carrinho.
É nesse momento que a comunicação pode transformar uma decisão comercial em uma oportunidade de compra.
Falar sobre velocidade de comunicação é uma coisa.
Ouvir essa comunicação chegando ao ambiente de compra é outra.
Para o Dia do Cliente, produzimos uma mensagem utilizando a Rádio Locutor como exemplo de como uma campanha pode ganhar presença dentro da loja.
Transcrição do áudio
[“Olá, olá a todos, sejam muito bem-vindos ao Atacadão. Muito bom ter vocês aqui conosco e olha só, hoje é um dia muito especial, hein? É Dia do Cliente e nosso gerente já liberou aqui várias ofertas que, assim, tão de cair o queixo. Se liga nisso aqui, ó: o pão de forma Visconti integral, pacote com 400 gramas, de 9,59 por apenas 6,99. Isso mesmo, de 9,59 por 6,99. E tem mais presente pra vocês, meus amigos: pão de forma Visconti tradicional, também no pacote com 400 gramas, baixou de 8,99 pra só 5,99. Aproveite essa promoção incrível. E pra fechar, tem banana nanica, quilo, saindo de 5,39 por apenas 2,89. É economia de verdade. Estamos aqui comemorando o Dia do Cliente e vocês não podem perder as ofertas de hoje.”]
A lógica é simples.
A campanha foi definida.
A mensagem foi produzida.
E o áudio passa a fazer parte da experiência de quem já está dentro do ambiente de compra.
Não é necessário esperar o consumidor sair da loja para impactá-lo novamente em outro canal.
A comunicação acontece enquanto a decisão ainda pode acontecer.
E, embora este exemplo seja do Dia do Cliente, a lógica ganha ainda mais relevância quando pensamos no que acontece alguns meses depois.
Imagine novamente uma alteração comercial durante o dia.
Às 13h, uma categoria precisa ganhar prioridade.
A condição é definida. A nova campanha está pronta para ser executada.
Agora meça:
Quanto tempo existe entre essa decisão e a informação chegar às lojas?
Esse indicador talvez pareça operacional.
Mas ele influencia diretamente a capacidade comercial da rede.
Se o processo demora duas, três ou quatro horas, uma parte importante do dia já passou.
Na Black Friday, quando diferentes decisões podem acontecer quase simultaneamente, essa dificuldade tende a ficar ainda mais evidente.
Datas de grande movimento nem sempre criam problemas novos. Muitas vezes, elas apenas aumentam problemas que já existiam.
Imagine que determinada comunicação precise começar às 10h em toda a rede.
Na primeira loja, entra no horário.
Na segunda, entra mais tarde.
Na terceira, alguém adapta a mensagem.
Na quarta, a comunicação nem acontece.
No calendário existe uma campanha.
Na prática, existem quatro experiências diferentes.
Esse é um dos motivos pelos quais padronização ganha importância à medida que uma rede cresce.
Escala não significa apenas conseguir executar uma ação muitas vezes.
Escala significa conseguir reproduzir uma estratégia com consistência.
É uma lógica que também apareceu no artigo Do insight ao sell-out, em que diferenças entre unidades, processos manuais e demora na comunicação aparecem como gaps entre planejamento e execução.
Essa discussão não existe apenas no campo das ideias.
A Rádio Locutor começa a fazer parte da operação de diferentes redes do varejo.
Entre os novos clientes da RDS estão COOP e Roldão.
São empresas com estruturas, públicos e necessidades próprias.
Mas existe um ponto importante nessa expansão.
A mesma solução começa a encontrar espaço em realidades diferentes.
Neste momento, COOP e Roldão devem ser tratados principalmente como provas de adoção.
Eles não precisam ser apresentados como “cases de resultado” enquanto indicadores de impacto ainda estão sendo consolidados.
A evidência, por enquanto, está em outro lugar.
Uma tecnologia que antes fazia parte de uma proposta comercial começa a entrar na rotina de operações reais.
Isso importa porque, no varejo, uma solução precisa responder a situações muito diferentes da apresentação.
O Dia do Cliente passa.
Os aprendizados não precisam passar com ele.
Se a campanha revelou demora para comunicar mudanças, diferenças entre unidades, dependência excessiva de processos manuais ou dificuldade para acompanhar a execução, ainda existe tempo para trabalhar nesses pontos.
Na Black Friday, essas mesmas fragilidades podem aparecer em outra escala.
É por isso que talvez o principal resultado do Dia do Cliente não esteja apenas no que foi vendido.
Também pode estar no que a empresa descobriu sobre a própria operação.
Setembro testa. Novembro multiplica.
E quanto antes uma rede souber onde sua execução perde força, maior será sua capacidade de preparar processos, equipes e comunicação para as próximas oportunidades.
Porque uma boa campanha começa com planejamento.
Mas só gera resultado quando consegue chegar à operação.
O Dia do Cliente é celebrado em 15 de setembro. A data é utilizada pelo varejo para campanhas promocionais, relacionamento e fidelização e também pode servir como oportunidade para testar estratégias antes da Black Friday. O Sebrae tem recomendado justamente essa utilização do período como laboratório para novembro.
O Dia do Cliente pode gerar vendas.
Pode fortalecer relacionamento.
Pode aproximar consumidores da marca.
Mas também pode revelar algo importante:
se a operação está preparada para transformar uma oportunidade comercial em execução.
Se o desafio da sua rede está no intervalo entre decidir uma oferta e colocá-la no ar, conheça a Rádio Locutor.
Converse com um especialista RDS e entenda como tornar a comunicação das suas lojas mais ágil e padronizada.
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